Renner recompra R$ 226 milhões em ações 

Renner recompra R$ 226 milhões em ações 



A Lojas Renner recomprou 11,9 milhões de ações em fevereiro, o equivalente a R$ 226 milhões, ou pouco mais de 1,2% do capital da companhia. 

As recompras fazem parte de um programa de buyback que iniciou em janeiro deste ano e que permite recomprar 15 milhões de ações até julho de 2024.

O tamanho da recompra chamou a atenção de investidores. Segundo uma fonte próxima à companhia, a Renner decidiu acelerar as recompras em fevereiro porque avaliou que o preço ficou atrativo depois de uma queda de mais de 15% do papel. 

A ação da Renner negocia hoje a 11,7x o lucro estimado para este ano, quase metade do múltiplo médio que ela negociou nos últimos 10 anos (20,6x). O múltiplo é também o menor da série histórica — abaixo até da crise do Governo Dilma.

A Renner também negocia com um desconto relevante em relação a Zara, que está negociando a 20,7x seu lucro estimado para este ano, em linha com sua média histórica (21,5x). 

O programa de recompra atual vem depois da Renner já ter recomprado 18 milhões de ações no ano passado num programa que durou de janeiro até maio. Dessas 18 milhões de ações, a Renner cancelou 13 milhões no início deste ano.

Antes das recompras de fevereiro, a companhia tinha 9 milhões de ações em tesouraria. (A empresa sempre mantém algumas ações para fazer frente a seus programas de stock options.)

As recompras de fevereiro são significativas, mas o caixa da companhia suporta com folga as transações. No final do ano passado, a Renner tinha R$ 3,5 bilhões em caixa para uma dívida bruta de R$ 2,5 bilhões. 

As 30 milhões de ações recompradas pela Renner desde o início do ano passado foram feitas a um preço médio de cerca de R$ 23. Em outras palavras: a Renner já desembolsou quase R$ 700 milhões em recompras no período. 

Tá aí o M&A que todo mundo esperava.



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