Programa CC-295 Kingfisher do Canadá está bem atrasado – Cavok Brasil

Programa CC-295 Kingfisher do Canadá está bem atrasado – Cavok Brasil


O Canadá novamente está enfrentando atrasos com implantação de uma aeronave militar. Após os contratempos do Sikorsky CH-148 “Cyclone”, o comissionamento do Airbus CC-295 “Kingfisher” está agora seriamente atrasado.

A Real Força Aérea Canadense recebeu seu primeiro CC-295 “Kingfisher” em janeiro de 2020, com a entrada em serviço na frota agora adiada para uma data posterior, após surgirem vários problemas nos testes de integração. A capacidade operacional total estava prevista para o final deste ano. O atraso poderá passar de 5 anos, conforme documento divulgado pelo Ministério de Defesa do Canadá.

O Comandante da RCAF, o Tenente-General Al Meinzinger revelou que a nova aeronave de busca e resgate “Kingfisher” da Real Força Aérea Canadense não estaria pronta por três anos. O atraso combinado com a aposentadoria em janeiro das últimas seis aeronaves de Buffalo deixou os militares sem aeronaves suficientes para responder adequadamente a emergências na costa oeste do Canadá. Para preencher essa lacuna, duas aeronaves C-130 “Hercules” foram despachadas para a área, a fim de compensar a falta de recursos.

Existem vários problemas que assolam o CC-295 canadense, o principal diz respeito a um problema de centro de gravidade devido à configuração da cabine CC-295, bem como problemas envolvendo o equipamentos de emergência dos paraquedistas, da rampa traseira da aeronave, que colocaria em risco o pessoal responsável no momento do salto.

Também foram identificadas deficiências no Crew Annunciation System (CAS) dentro da aviônica do cockpit, que fornece à tripulação informações sobre o status da aeronave e seus sistemas. Essas deficiências devem ser corrigidas por meio de desenvolvimento e atualizações de software e/ou hardware que levam tempo e seguem um rigoroso processo de teste e certificação. Isso não pode ser contornado, para garantir o bom funcionamento e segurança da aeronave e sua tripulação.

A porta-voz da Airbus, Annabelle Duchesne, disse esta semana em um comunicado que a empresa estava “totalmente comprometida em melhorar a situação” e que o trabalho está em andamento para garantir o menor impacto possível nos serviços de busca e resgate do Canadá.

Com os impactos adicionais da COVID-19, a data-alvo do capacidade operacional inicial está mudando do final de 2022 para o ano fiscal de 2025-2026 e a capacidade operacional final do final de 2024 para o ano fiscal de 2029-2030.

Esses prazos estendidos são resultado de vários fatores relacionados à certificação, considerações técnicas e maturidade do treinamento.

O canadense CC-295 “Kingfisher” incorpora a suíte de aviônica Collins Aerospace Pro Line Fusion, que inclui telas sensíveis ao toque de 14,1 polegadas (35,8 cm) compatíveis com óculos de visão noturna (NVG). Os pilotos terão uma melhor consciência situacional com o head-up display (HUD), um sistema de visão sintética aprimorado (ESVS), um radar meteorológico de superfície. Um sistema de detecção e alerta de terreno (TAWS) foi instalado, bem como um computador de situação tática, que complementa o sistema de missão FITS com um fluxo de vídeo para o cockpit.

Um defletor de cascalho no trem de pouso foi instalado para proteger a parte inferior da aeronave durante operações em pistas semi-preparadas. A parte inferior da fuselagem foi reforçada. Uma escotilha de evacuação foi instalada no topo da fuselagem. A aeronave tem uma potência elétrica adicional de cerca de 50%, bem como maior desempenho aerodinâmico graças às lâminas instaladas em vários locais da fuselagem.

O CC-295 canadense está equipado com um FLIR, bem como radar que tornará mais fácil para as tripulações localizar pessoas em perigo, mesmo no escuro e em condições climáticas difíceis.



Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published.

Main Menu