PagSeguro demite cerca de 500 pessoas

PagSeguro demite cerca de 500 pessoas



A PagSeguro demitiu hoje cerca de 500 funcionários – o equivalente a 7% de seu quadro total. Nos corredores e grupos de WhatsApp da companhia, no entanto, diz-se que o total seria maior.

As demissões ocorrem apenas duas semanas após o anúncio de Ricardo Dutra como o principal executive officer, o cargo mais alto na hierarquia da companhia, no lugar de Luiz Frias, que passou a atuar apenas como chairman. Em outubro do ano passado, Alexandre Magnani havia entrado no lugar de Dutra como CEO da PagSeguro.

“Assim como empresas de tecnologia e fintechs no Brasil e no mundo, o PagBank PagSeguro também está fazendo alguns ajustes em sua estrutura”, a empresa disse numa nota enviada ao Brazil Journal.

Nos últimos meses, a PagSeguro já estava colocando em prática um plano de redução de custos. Até mesmo as renovações de softwares de gestão como o Slack e o Miro haviam sido canceladas.

Segundo relatos de funcionários demitidos, o anúncio das demissões nesta segunda-feira foi protocolar: os funcionários foram avisados que faziam parte de um layoff e que seriam desligados. Logo depois, a empresa desligou seus acessos a computadores e servidores.

As ações da PagSeguro caem 55% nos últimos 12 meses, e negociam a 30% do preço do IPO. Desde outubro de 2021, quando a empresa atingiu o seu maior valuation, os papéis despencaram 85%.

Um dos fatores recentes que mais atrapalham a empresa ocorreu no fim do ano passado, quando o Banco Central fixou tetos para a tarifa de intercâmbio de cartões pré-pagos e de cartões de crédito. Isso tem um potencial de reduzir a receita da PagSeguro em 3%, enquanto o seu lucro antes de impostos pode cair 15%.

De acordo com dados levantados pelo UBS BB, a PagSeguro se consolidou como a segunda maior adquirente em número de clientes em outubro, quando chegou a 26% do mercado. O problema é que o ritmo de crescimento foi menor que o registrado um ano antes (1 p.p. em 2022 contra 5 p.p em 2021). Para completar, a empresa perdeu 5 pontos percentuais em varejistas maiores, com mais de 30 funcionários.

O Mercado Pago, por sua vez, foi o que mais cresceu nesse período – de 4% para 10%. A Cielo, líder do setor, voltou a crescer após quatro anos seguidos de queda: 34%, três pontos percentuais acima do registrado um ano antes.




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