Light recruta Octavio Lopes como CEO

Light recruta Octavio Lopes como CEO


A Light pretende anunciar Octavio Pereira Lopes como seu novo CEO, atraindo um veterano do setor elétrico para comandar seu turnaround num momento delicado para as distribuidoras de energia, duas pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal. 

Octavio – que fez seu nome como CEO da Equatorial Energia entre 2004 e 2007 – estava há dois anos no comando da Tok&Stok, para onde foi com a missão de preparar a varejista para o IPO. Depois da privatização da Eletrobras, foi indicado para o conselho da ex-estatal e estava sendo cotado como possível CEO.

Octavio pereira lopesMais relevante ainda, o novo CEO da Light já conhece bem os desafios da distribuidora, tendo sido membro do conselho de administração da empresa ao longo de 2020. 

Octavio vai substituir Raimundo Nonato de Castro – outro veterano da Equatorial – que ficou no cargo um ano e meio. 

Uma fonte disse que a companhia já estava negociando com Octavio quando Raimundo saiu – mas o gap entre os dois anúncios criou no mercado a percepção de que a companhia estava à deriva. 

Procurada, a Light não quis se manifestar. 

O novo CEO chega num momento em que a Light obteve liminares no Rio e em Brasília para impedir a Aneel de lhe impor uma revisão tarifária extraordinária como resultado da lei 14.385, sancionada em 28 de junho. 

A lei obriga as distribuidoras a devolver o crédito fiscal que as empresas ganharam na Justiça depois que o STF entendeu que o ICMS havia sido indevidamente incluído na base de cobrança do PIS.

A Light e outras distribuidoras litigaram o assunto na Justiça por 15 anos.

Em 2019, quando o Supremo decidiu a seu favor, a Light adotou como critério um parâmetro do Código Civil para “devolver” o valor pago a mais: os 10 anos anteriores à decisão foram revertidos aos clientes que pagaram o imposto ilegal, enquanto os anos anteriores a esses “prescreveram” em benefício da empresa.

Agora, o Congresso determinou, na prática, que a Aneel confisque este valor em benefício do consumidor – reduzindo a tarifa da Light e ameaçando o equilíbrio econômico-financeiro de seu contrato.

Ainda sem mostrar avanço no seu combate às perdas de energia, a ação da Light tem sofrido mais que o setor, com queda de 65% nos últimos 12 meses e 52% desde o início do ano.

A companhia vale R$ 2 bilhões na B3.  

Se o Governo decidisse não renovar a concessão da Light, o contrato diz que a empresa teria quer ser indenizada pelo valor da chamada base de ativos regulatórios (RAB) – que mede o total de investimentos feitos pela companhia e que hoje está em R$ 10,2 bilhões.




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