Galápagos compra Cypress para entrar em IB

Galápagos compra Cypress para entrar em IB


A Galápagos — a empresa de serviços financeiros do ex-sócio do BTG Carlos Fonseca — acaba de comprar a Cypress, uma das mais tradicionais boutiques de M&A do Brasil.

A transação vai dar origem a um banco de investimento dentro da companhia fundada há quatro anos.

A Galápagos já opera um wealth management com R$ 8,5 bilhões em ativos sob gestão, uma vertical de asset management com R$ 2,5 bi, além de uma frente de advisory para clientes institucionais. 

Recentemente, a companhia lançou também uma operação de DCM, na qual origina, estrutura e distribui títulos de dívida para empresas do middle market.

A compra da Cypress tem sinergias principalmente com essa área de DCM. “A Cypress fecha em média 10 transações de M&A por ano, enquanto o nosso DCM está executando umas 50 transações por ano. Tem um cross sell espetacular,” disse Fonseca. 

A Galápagos vai fundir os dois negócios, dando origem a uma operação de investment banking que num primeiro momento vai se chamar Galápagos Cypress.

Segundo Fonseca, a expectativa é crescer o número de transações de M&A pelo menos 50% já este ano. 

A transação traz ainda sinergias com o wealth management, já que donos de empresas vendidas pela Cypress poderão investir sua recém-conquistada liquidez no WM da Galápagos. 

Fundada há 18 anos por Luiz Felipe Alves, Carlos Parizotto e Eduardo Borges, a Cypress se especializou em assessorar empresas do middle market, um nicho menos cobiçado pelos grandes bancos de investimento. 

Mas ela também já atendeu grandes companhias como a Braskem, na compra de 61% da empresa de reciclagem Wise, e a Vibra, na captação e estruturação de um fundo imobiliário para adquirir postos de gasolina.

“Hoje, temos mais de 50 mandatos na casa. O pipeline é muito robusto,” disse Luiz Felipe. 

A transação de hoje envolve 100% do capital da Cypress, com os três sócios-fundadores da empresa entrando para a partnership da Galápagos e continuando à frente da área de M&A.

Luiz Felipe disse que a empresa havia contratado uma consultoria estratégica e estava estruturando um plano sucessório “nos mesmos moldes do BMA” quando Fonseca fez a proposta.

“O grande motivador foi uma conversa minha com o Fonseca para entender o que era a Galápagos. Eu precisei voltar umas duas vezes pra entender, mas no final ele trouxe a ideia da transação.”




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