Carolina Strobel vai para a Antler, a gestora que investe antes do Powerpoint

Carolina Strobel vai para a Antler, a gestora que investe antes do Powerpoint


Carolina Strobel, a COO e sócia da Redpoint eVentures, está deixando a gestora americana para se juntar à Antler, a aceleradora de startups de Singapura que acaba de abrir sua operação no Brasil. 

Carolina será a country manager no Brasil junto com Marcelo Ciampolini, que já está na Antler desde o início do ano.

A saída de Carolina da Redpoint eVentures vem meses depois dos principais sócios da gestora – Romero Rodrigues, Anderson Thees e Manoel Lemos – decidirem não levantar um terceiro fundo e seguir caminhos separados.

Romero criou a Headline junto com a XP; Anderson e Manoel foram para o Itaú. 

O perfil dos dois country managers é complementar.

Enquanto Carolina trabalhou a vida inteira em gestoras de VC – antes da Redpoint ela foi por 17 anos a diretora jurídica do corporate venture capital da Intel – Marcelo tem um background de empreendedorismo, tendo fundado a fintech de crédito Lendico, que foi vendida para a Lone Star em 2018. 

A dupla vai replicar no Brasil o mesmo modelo com que a Antler opera em 24 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Japão.  

Basicamente, a gestora investe antes do pre-seed, ajudando empreendedores a encontrar co-founders e a construir um plano de negócios do zero. 

“Não é que investimos no powerpoint. A gente ajuda o cara a criar o powerpoint,” Marcelo disse ao Brazil Journal.

A Antler seleciona 80 pessoas para participarem de uma formação onde elas vão encontrar seus co-founders e construir a tese de suas startup. 

Ao final, a Antler investe em 15 startups em cada programa, dando um cheque de US$ 150 mil por 10% da empresa, que naquele momento não passa de uma ideia. 

O objetivo do programa é trazer pessoas que estão no momento de empreender, mas não ficar restrito apenas ao perfil clássico dos empreendedores de startups: pessoas formadas em faculdades de ponta e com experiência em grandes empresas.

“Queremos trazer também os ‘underdogs’, o cara que talvez não tenha feito a melhor faculdade, que talvez não fale inglês, mas que seja um empreendedor raiz!” disse ele. “O VC é um clube muito fechado, que já coloca de cara a barreira da língua. Tem muito talento que não está acessando capital por esse tipo de barreira.”

Carolina disse que um dos diferenciais da Antler é que ela tem um sistema proprietário para analisar as características dos founders que tem sucesso.

“A Antler fez um estudo com vários founders ao redor do mundo para entender quais são essas características,” disse ela. “Nesse sistema a gente vai ‘imputando’ os dados dos founders e ele dá um score para cada um, com a probabilidade dele ter sucesso.” 






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