Brazil Journal – Criado por Geraldo Samor

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O McDonald’s anunciou hoje a maior mudança em décadas nas regras que governam seus franqueados nos Estados Unidos. 

O objetivo da rede dos arcos dourados é superar as avaliações negativas que recaem sobre alguns dos proprietários de restaurantes e ter uma rede de franqueados mais diversa.

A partir do ano que vem, os novos candidatos a assumir uma operação serão avaliados de maneira equânime – acabando com o tratamento preferencial dado hoje a cônjuges e filhos de franqueados.

Os franqueados passarão por análises mais rigorosas para manter o direito de operar uma loja, ou quando pleitearem a abertura de novos pontos, e as queixas dos frequentadores terão mais influência na decisão final.

O McDonald’s não falou sobre as mudanças oficialmente, mas o Wall Street Journal e a CNBC tiveram acesso a uma mensagem enviada aos franqueados.

“Temos refletido bastante sobre como atrair e reter os melhores proprietários e operadores – indivíduos que representem a diversidade das comunidades que servimos, tragam uma mentalidade de crescimento e foco na excelência de execução, enquanto cultivem um bom ambiente de trabalho para os seus times,” o presidente do McDonald’s nos EUA, Joe Erlinger, disse na mensagem.

Em outra novidade, os herdeiros de franqueados terão que pagar mais se quiserem manter o negócio. 

“Essa mudança se deve ao princípio de que a renovação de um contrato deve ser algo conquistado, não dado”, disse a mensagem.

Além disso, apenas um membro da família deverá ser designado como operador. (Hoje, é possível indicar vários filhos para a sucessão.)

Os franqueados foram pegos de surpresa pelas novidades e alguns já indicaram que vão contestar as mudanças em uma reunião marcada para a próxima semana.

Em dezembro, o McDonald’s anunciou que investirá US$ 250 milhões ao longo dos próximos cinco anos para financiar novos interessados em serem franqueados da rede, como parte de uma iniciativa para ampliar a diversidade da rede.

Nos últimos anos, a companhia foi processada por franqueados negros que alegaram ter sofrido discriminação – entre as reclamações, muitos disseram ter recebido lojas em locais de menor potencial de vendas.

De acordo com os números do Mac, 30% de seus franqueados nos EUA se identificam como asiáticos, negros ou hispânicos. As mulheres representam 29% dos operadores.

A rede tem 13.700 lojas nos EUA, 95% franquias. Os contratos em geral duram 20 anos.




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