Blau vê 2º semestre mais favorável; BTG mantém compra

Blau vê 2º semestre mais favorável; BTG mantém compra


A Blau Farmacêutica deve reportar um segundo trimestre ‘soft’,  mas o management espera um cenário mais favorável para os negócios no segundo semestre, segundo os analistas do BTG Pactual, que estiveram num non-deal roadshow com a companhia.

O banco manteve a recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 30, um upside de 26%. A ação negocia hoje a 9x o lucro para 2023. 

A Blau acredita que nos próximos meses haverá uma dinâmica mais saudável para as vendas de medicamentos biológicos, o que deve levar a receita a crescer 20% em relação a 2021, para cerca de R$ 1,6 bi. 

O management disse aos analistas que a receita do primeiro tri foi impactada por vendas menores de medicamentos relacionados ao  plasma, principalmente pela falta de oferta no período, mas que essas vendas deverão ser retomadas – e com preços potencialmente melhores, já que o governo removeu o teto de preços para esses produtos. 

A empresa também espera novas encomendas pelo governo de alfaepoetina, medicamento que trata da anemia associada à insuficiência renal crônica.

Por conta disso, as vendas de medicamentos biológicos, que respondem por mais de 50% da receita da empresa, devem crescer mais de 30% para R$ 900 milhões este ano, segundo o BTG. 

A Blau planeja investir entre 8% e 10% da receita em pesquisa e desenvolvimento e tem um pipeline de 50 novos produtos em desenvolvimento – o mercado adicional endereçável é estimado em R$ 7,8 bilhões a ser capturado até 2025 (R$ 3,7 bilhões em biológicos, R$ 2,7 bilhões em ‘especialidades’ e R$ 1,4 bilhão em oncologia). 

A farmacêutica de Marcelo Hahn planeja lançar 9 medicamentos este ano – 4 oncológicos e 5 de sua chamada “linha de especialidades”, produtos utilizados no dia a dia dos hospitais, como antibióticos, relaxantes musculares e anestésicos. 

Os analistas Samuel Alves, Yan Cesquim e Pedro Lima disseram que Blau é uma das ações favoritas entre as empresas de saúde por conta da perspectiva de forte crescimento para o mercado farmacêutico hospitalar do Brasil; das enormes barreiras de entrada ao negócio e  de um grande pipeline de de novos medicamentos em desenvolvimento. 



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