Better Drinks levanta ‘venture debt’ para escalar suas bebidas de nicho

Better Drinks levanta ‘venture debt’ para escalar suas bebidas de nicho


A Better Drinks — a holding dona da cerveja Praya e dos vinhos em lata Vivant — acaba de levantar uma rodada de venture debt que vai permitir expandir sua distribuição e investir mais em marketing. 

A captação, de cerca de R$ 65 milhões, foi feita pela W Capital, uma gestora de venture capital focada em investimentos de impacto.

A debênture é atrelada a metas de redução de emissões de CO2, principalmente na parte logística e na fabricação.

A rodada vem 14 meses depois da Better Drinks ser fundada por dois Felipes: o Della Negra, o ex-CEO da Red Bull no Brasil e da Kraft Heinz na Itália, e o Szpigel, que trabalhou na área de inovação da Anheuser-Busch Inbev. 

A empresa nasceu com a visão de criar um portfólio de marcas de nicho que não competem diretamente com as gigantes do setor e que cubram as principais tendências do mercado — da sustentabilidade à praticidade.

Em agosto passado, a Better Drinks tinha um faturamento anualizado de cerca de R$ 48 milhões e planos de chegar a R$ 1 bi de vendas em 2026, segundo um relatório do Credit Suisse. (A companhia não abre o número atualizado). 

A maior parte do faturamento — cerca de 50% – hoje vem do Vermelhão, uma bebida parecida com a Campari. A empresa lançou a marca em abril do ano passado em sociedade com Gusttavo Lima, o pop star sertanejo. 

Em segundo lugar, em termos de faturamento, vêm o Baer Mate, um refrigerante feito com mate, e a cerveja Praya, seguidas pela Five Drinks (de drinks prontos), Vivant (de vinho em lata) e Mamba, uma marca de água em latinha que busca atender a demanda por sustentabilidade dos consumidores.

O mercado de bebidas “não vai crescer no mainstream. Ele vai crescer no consumo de drinks prontos. Na conveniência do vinho em lata. Na saudabilidade do Bear Mate, que tira o açúcar e os aditivos e coloca frutas, como jabuticaba e abacaxi, e gás,” Della Negra, o CEO, disse ao Brazil Journal.

O mercado é tão grande que “qualquer fatia que você consiga abocanhar já é um crescimento fantástico,” disse Guilherme Waetge, da W Capital.

Com o portfólio atual, a Better Drinks estima um mercado endereçável de R$ 52 bilhões, cerca de um terço do mercado total de bebidas no Brasil. Segundo o CEO, esse mercado onde ela atua deve crescer nos próximos anos num ritmo de cerca de 15% ao ano. 

A Better Drinks está presente hoje em 30 mil pontos de venda, entre supermercados, bares e restaurantes. Do faturamento total, um terço vem dos supermercados, um terço dos bares e restaurantes e um terço da venda online.

Para este ano, um dos objetivos é ampliar essa rede de distribuição, principalmente entre os bares e restaurantes, onde a penetração ainda não é tão significativa. 

“Já estamos em boa parte dos supermercados, mas nos bares e restaurantes ainda tem muito espaço,” disse Della Negra. “O Brasil tem mais de 1 milhão de pontos de venda desse tipo.”

A captação de hoje é a primeira de dívida e a segunda da história da Better Drinks. Logo que a holding foi criada, os fundadores levantaram R$ 20 milhões com investidores-anjo.






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