Axxon investe na Alper Seguros

Axxon investe na Alper Seguros


A Axxon montou uma posição na Alper Seguros como parte do aumento de capital da corretora finalizado nos últimos dias. 

A gestora de private equity – que tem R$ 3 bilhões em ativos – subscreveu pouco mais de um terço da oferta de R$ 150 milhões num tipo de investimento conhecido no mercado como PIPE (private investment in public equities).

Marcos coutoCom o aporte, a Axxon – que também é investidora da Westwing e da Mills – se torna um dos maiores acionistas da Alper, com 8% do capital, junto com gestoras como Pátria Investimentos, Brasil Capital, Indie Capital e Leblon Equities. 

Com seu papel ao redor de R$ 27 no fechamento de ontem, a Alper vale cerca de R$ 420 milhões na Bolsa. 

A captação foi feita por meio de uma oferta de novas ações que deu direito de preferência aos atuais acionistas. A oferta saiu a R$ 36, um prêmio de mais de 30% em relação ao preço de tela. 

A captação envolve ainda um bônus de subscrição que poderá ser exercido em seis meses ao preço de R$ 38,10. Caso todos os bônus sejam exercidos, o valor da oferta será elevado para R$ 225 milhões. 

Num momento em que o mercado está na prática fechado para follow-ons e IPOs, a captação ajudará o CEO Marcos Couto a executar sua estratégia de consolidar o mercado de corretagem de seguros. 

A Alper já fez 61 aquisições desde que foi fundada – 12 delas nos últimos quatro anos, sob a gestão de Marcos. 

Parte dos recursos levantados vão bancar a última aquisição da Alper: a compra da Almeida Budoya, anunciada há cerca de duas semanas. A Alper vai pagar R$ 95 milhões pela corretora, que é focada no interior de São Paulo e movimentou cerca de R$ 100 milhões em prêmios no ano passado. 

A Alper também está na fase final para comprar uma participação na corretora do Banese, o banco estatal de Sergipe. 

A captação é a terceira da companhia nos últimos anos – todas no mesmo modelo de aumento de capital. Em 2019, ela levantou R$ 80 milhões; no ano passado, outros R$ 110 milhões. 

Segundo Marcos, a ideia é continuar levantando recursos em intervalos de 12 a 18 meses até que a companhia tenha espaço para um re-IPO. 

A tese de consolidação do mercado via M&As tem a ver com a necessidade de estar próximo do cliente.

“Corretagem é um negócio de serviço, então você tem que estar na ponta,” Marcos disse ao Brazil Journal. “Temos entre 20-30 negociações em andamento ao mesmo tempo.”

As aquisições também têm ajudado a Alper a diversificar sua receita entre outros tipos de seguro. 

Em 2018, os chamados benefícios (seguros saúde, vida, odonto e previdência) respondiam por 85% da receita. Hoje, respondem por 50%, com o crescimento dos seguros corporativos, de transportes e do agronegócio.






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