A Berkshire poderia despencar 99% — e ainda assim bateria o S&P

A Berkshire poderia despencar 99% — e ainda assim bateria o S&P


Ergam uma estátua para o homem.

A Berkshire Hathaway performou tão bem nas últimas seis décadas que mesmo se a ação caísse 99% do dia pra noite, ela ainda assim continuaria batendo o S&P 500 no intervalo de 1965 até hoje.

O cálculo (chocante) foi feito pela Barron’s.

Segundo a revista, se a ação de classe A da Berkshire negociasse hoje a US$ 4.968 — 1% do valor que ela fechou ontem — ela ainda assim teria um retorno anual composto de 10,3% desde 1965, quando Warren Buffett assumiu o comando.

Já o S&P retornou 10,2% ao ano nesse mesmo período.

A simulação da Barron’s foi inspirada num tweet do gestor Chris Bloomstran, da Semper Augustus Investments Group.

Bloomstran tuitou recentemente que a Berkshire poderia cair 99,3% e ainda assim bateria o S&P 500 desde 1965.

“Eu comentei isso com o Buffett alguns anos atrás. Sua resposta: ‘Ben Graham estaria orgulhoso. Mas é melhor não termos que testar essa matemática’,” tuitou Chris.

De 1965 até hoje, a ação da Berkshire teve um retorno anual composto de 20,1%, quase 10 pontos percentuais a mais que o S&P 500. Mas boa parte desse alfa foi gerado nos primeiros anos da empresa, quando Buffett teve ganhos astronômicos no mercado com ações como Coca-Cola, Gillette, Capital Cities/ABC e Washington Post.

Nos últimos 20 anos, a Berkshire continua batendo o S&P, mas com uma margem menor. A ação teve um retorno anual de 10,3% no período, contra 9,2% do índice.



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